Ciência consiste em análise focada e objetiva, questões independentes e respostas racionais. Sendo assim, quando a ciência sai do laboratório para o diálogo público, pode ser desolador quando ocorre o contrário: um monte de suposições imparciais , “oito ou oitenta” ou pensamentos em grupos.

Em ficção científica, a ideia “mente de colmeia” se refere a um grupo de indivíduos que perdem a capacidade de pensar por conta própria e se submetem ao consciente coletivo, estilo Borg do Star Trek. Frequentemente, conversas online sobre alimentos se tornam pensamento de colmeia. É por conta disso, que o IFIC produz os posts denominados “FACTS” (Fatos) e assim munir os consumidores com o conhecimento necessário para tomar decisões sobre alimentos por conta própria – libertando-se da colmeia.

Ok. Vamos acompanhar a vida de um mito sobre alimentos, da sala de pesquisa à sala de imprensa e ao Twitter e descobrir como você pode distinguir fatos sobre alimentos de ficção científica, em todos os passos.

Os Sete Pecados Capitais da Ciência Pronta – Como a Ciência É Conduzida e Publicada

Nem todas as pesquisas científicas são criadas iguais. Saiba mais sobre como a ciência pronta injeta tendenciosidade, encobre conflitos de interesse, distorce dados, enfeita e simplifica afirmações, se nega a usar métodos reproduzíveis e revisão por pares, e fracassa em considerar novas pesquisas. Segue aqui um kit de ferramentas útil que também fornece informações sobre como você consegue identificar a ciência pronta.

Avaliando Evidências Científica: Olhando a Pesquisa por Todos os Ângulos

Às vezes, até mesmo os especialistas podem discordar. Em muitos casos, os estudos tiram conclusões que se contradizem. Verifique esta brochura para  se sentir mais confortável com o que muitas vezes parece ser um processo misterioso ao avaliar a literatura científica.

Assessorias de Imprensa Se Empolgam – Como a Ciência é Promovida

Às vezes, a ciência se perde na tradução. Antes mesmo dos estudos chegarem à mídia, algumas assessorias de imprensa soltam comunicados que levam dezenas, às vezes centenas, de histórias incorretas. Descubra como algumas assessorias de imprensa espalham essas inverdades

50 Tons de Ciência: Como a Ciência é Relatada

É comum as pessoas buscarem respostas simples para questões complexas. Os jornalistas não são diferentes. No entanto a realidade é que muitas coisas não têm respostas simples assim ficamos perdidos entre os tons de cinza que a ciência oferece em manchetes sensacionalistas.  Aqui estão alguns erros comuns em como as informações científicas são apresentadas pela mídia. Saiba mais aqui

  • Fique atento com as Soluções Rápidas: Os relatórios muitas vezes dão o que parece ser uma resposta simples a uma questão complexa. Por exemplo: o termo ‘superalimento.’ Apesar de alguns alimentos serem ricos em nutrientes, um único alimento não consegue suprimir uma dieta inteira. A qualidade de uma dieta se divide em equilíbrio, variedade e moderação.
  • Aprenda a Linguagem: Ao ler sobre estudos científicos, preste muita atenção aos termos que eles usam. Correlações e associações muitas vezes são rotuladas erroneamente como causas. Por exemplo, as taxas de insuficiência cardíaca congestiva são mais altas em cidades que votaram em um candidato Republicano em 2012. Porém, morar em uma dessas cidades votar em um candidato particular não faz com que você tenha insuficiência cardíaca congestiva. A mídia muitas vezes alegará ou implicará incorretamente que um fator diretamente causou o outro.  
  • Verifique a Qualidade: Use a Caixa de Ferramentas Avaliadora de Evidência para revisar estudos por conta própria. O kit de ferramentas possui um glossário para ajudá-lo a navegar no vocabulário de pesquisa e desenho do estudo.  Para ver a lista de verificação em ação, clique aqui para visualizar um exemplo.
  • Lembre-se, Tendenciosidade está por Toda a Parte: É importante lembrar que todos nós temos tendenciosidade – você, eu, cientistas e jornalistas. Todos nós temos certos pensamentos e crenças que podem atrapalhar a nossa capacidade de sermos objetivos.

Sementes da Desconfiança: Como Mitos sobre Alimentos Viralizam

Onde quer que inverdades científicas apareçam – na pesquisa, (artigos, reportagens, matérias,) promoção ou relatório – é quando elas se tornam digitais que esses mitos sobre alimentos ganham vida.  

Por exemplo, em 2012 o Dr. Oz publicou um estudo alegando que pílulas de extrato de café verde eram “comprovadamente” um segredo na perda de peso. Com o endossamento dessa celebridade e manchetes chamativas, muitas pessoas se derreteram pela a alegação e o Twitter bombou com comentários.  Verifique a linha do tempo no infográfico acima para ver como as coisas rapidamente saem de controle e como é difícil domar o mito.

Muitos dos principais veículos de imprensa publicaram histórias sobre o estudo, espalhando ainda mais algo não verdadeiro. Somente em meados de 2015 a Comissão Federal de Comércio investigou o estudo e descobriu que os pesquisadores não seguiram o protocolo científico padrão, até mesmo alterando deliberadamente alguns resultados para ‘comprovar’ suas hipóteses. O estudo foi retratado, mas não antes do produtor dessas pílulas de extrato de café verde ter vendido US$50 milhões em produtos para o público.

Lições a Se Aprender

Não seja enganado pelo terno e a gravata sexy que as pessoas vestem a ciência, seja no laboratório, sala de imprensa, mídia ou online. De modo geral, a ciência é nebulosa e confusa. Use todas as ferramentas dentro da caixa de ferramentas ao seu alcance, para se libertar de modinhas e desentendimentos que quase sempre influenciam as dietas das pessoas nos dias de hoje.

Instruir-se sobre as características e requisitos da ciência de qualidade e fazer as perguntas corretas durante o processo, são as maneiras de alcançar a plena liberdade sobre alimentos. Tenha conforto em saber que as decisões escolhidas são seguras, com base em ciência e – acima de tudo – por conta própria.